A Biblioteca da Escola E.B 2,3 de Vila Nova de Tazem - Agrupamento de Escolas de Gouveia
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domingo, 18 de junho de 2017
Quando me for deste mundo, partirão duas pessoas.
Sairei, de mão dada, com essa criança que fui.
Tentei não fazer nada na vida que envergonhasse a criança que fui.
Da criança pequena que um dia fomos, o que foi que sobrou?
Da criança pequena que um dia fomos, o que foi que o mundo não nos roubou?
A criança pequena que era capaz de se encantar com uma poça d'água, e que sabia o valor das coisas que não tem preço.
Viver talvez seja isso, a jornada sem fim rumo à criança que um dia fomos, o resgate do nosso melhor.
O retorno à nossa versão mais pura, mais humana, mais amorosa e solidária.
O retorno à simplicidade é a verdadeira felicidade.
Quem de nós se mostra digno de tão elevado propósito?
José Saramago
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Melo : lugar de nascimento
Na semana em que se comemora o
centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, a Antena 1 e a RTP Online visitam
o lugar onde o escritor nasceu: Melo, no concelho de Gouveia.
Visita guiada pelo professor António José Dias
de Almeida, desde a casa onde o escritor nasceu, passando pelos lugares de
brincadeira, a Igreja, o Paço e o cemitério onde repousa virado para a Serra da
Estrela. Caminho feito com a memória dos actuais habitantes da aldeia. «Melo:
lugar de nascimento» reportagem de Mário Galego e Pedro A. Pina.
http://www.rtp.pt/noticias/centenario-vergilio-ferreira/melo-lugar-de-nascimento_v890166
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Vergílio Ferreira - Centenário de uma sensibilidade feroz
Em 2016 assinalam-se os 100
anos do nascimento de um dos escritores portugueses que melhor honrou o
compromisso ético com uma cultura para todos os homens.
A distância que começamos a ter em relação
ao século XX, permite-nos traçar com maior propriedade essa ficção que é a
fronteira entre o que fomos e estamos a ser. E uma figura como Vergílio
Ferreira, que faria 100 anos no próximo dia 28, é um homem que testemunhou, e
na sua obra reflete, o arco dos acontecimentos mais marcantes, devastadores e
transformadores, que fizeram a história da segunda metade desse século. Ele
emergirá no panorama cultural português como uma presença chocante como acabam
por ser todas as que rompem com as grilhetas que um determinado bom senso impõe
- pelas circunstâncias próprias de um lugar e do momento social e político que
atravessa - à sensibilidade dos seus artistas, escritores, aos espíritos que se
afinam segundo uma melodia apenas pressentida.
O centenário de Vergílio Ferreira, segundo
tudo indica, será assinalado com grande dignidade, estando previsto um conjunto
de importantes iniciativas que se desenrolarão ao longo de 2016 e que serão
úteis para obrigar a atualidade a reapreciar e descobrir com renovado espanto a
multifacetada obra de um autor que teve um papel claramente disruptivo na
literatura portuguesa, e que viria a impô-lo como uma das figuras com maior
influência na definição não apenas do romance e do campo da ficção portuguesa,
mas ainda como um pensador que, em tudo aquilo a que se dedicou, expressou nos
seus livros as grandes inquietações que nos deixaram um dos mais ferozes
testemunhos das dores de crescimento de uma consciência portuguesa e um tanto
provinciana que começava então a ganhar mundo.
A sua obra é perpassada por um agudíssimo
sentido da falha humana, do absurdo da sua condição, mais do que um mal-estar,
o desassossego - retomando o sentimento existencial de Pessoa cuja obra é
companheira da sua na radical abertura que significou no nosso país - igualado
por um ímpeto que o colocava do lado dos que não se contentam, dos que
questionam furiosamente, convidam a crise a instalar-se no lugar das
convicções.
Mais do que meras resistências, a sua
postura fortemente crítica despertou-lhe ódios, com muitas das suas páginas a
servirem de ajustes de contas. Mas para lá de um certo fel, do desgosto e da
crescente oposição face à operação sindicalista que tomou conta do campo das
letras, em Vergílio Ferreira há a todo o momento uma razão que se predispõe
para o confronto de ideias e mesmo a polémica, afirmando-se como um dos mais
combativos escritores portugueses do seu e de qualquer outro tempo.
O seu percurso ficaria decisivamente
marcado pela rutura com o neorrealismo, tornando-se uma espécie de dissidente
daquele movimento que se impusera de forma hegemónica, numa denuncia que não
deixa de ser o tipo de obsessão de uma sociedade sujeita à opressão de um
regime ditatorial. Não se deixando cingir a uma visão do mundo alinhada com o
horizonte disponível, Vergílio Ferreira buscou o seu, deixando-se seduzir pela
aventura dos autores existencialistas franceses.
A propensão filosófica e o exercício de
indagação metafísica tornaram-se traços distintivos da escrita do autor de
“Aparição”, mas é curioso notar que esta componente parece ser o que mais
fragiliza hoje aquela parte da obra mais comprometida com esse esforço,
parecendo-nos um tanto datada na comparação com as obras de figuras cimeiras do
existencialismo francês, como Sartre ou Malraux. Por outro lado, há um lado uma
qualidade emotiva na escrita de Vergílio Ferreira, uma investigação das
sensações, dos lugares afetivos e dos humores, uma capacidade de corromper a
narrativa, impondo na prosa um fulgor poético que não acaba de nos surpreender.
Algumas iniciativas
A Quetzal vem já publicando, há um
punhado de anos, a obra completa de Vergílio Ferreira, sobretudo através de
reedições, mas também de textos inéditos, fruto da parceria com a equipa que se
encontra a trabalhar o espólio do autor, dirigida por Helder Godinho. Em 2016
esta empresa terá continuidade. Já se encontram disponíveis “O Caminho Fica
Longe” (1943), “Aparição” (1959) e “Rápida, a Sombra” (1974). Em Fevereiro
publicar-se-á “A Curva de Uma Vida” (1938) e “Promessa” (1947), obras póstumas
editadas pela primeira vez em 2011. Em formato digital, serão publicados todos
os volumes de Espaço do “Invisível” (ensaios) e de “Conta-Corrente” (diários).
A metade do ano trará a reedição de “Cântico Final” (1960) e, em formato
digital, de “Sobre o Humorismo de Eça de Queirós”, o primeiro ensaio do autor.
No final do ano publicar-se-á “Onde Tudo Foi Morrendo” (1942).
Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na
Guarda, está patente a exposição de fotografia “A Guarda em Vergílio Ferreira”,
até 31 de Janeiro, entre outras atividades dedicadas à celebração do centenário
de Vergílio Ferreira. Gouveia também acolherá, ao longo de todo o ano, diversas
iniciativas, de que se destaca a exposição “Vergílio Ferreira - Os Caminhos da
Escrita e o Fascínio da Arte”, organizada em parceira com a Biblioteca Nacional
e que se encontrará em exibição no Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta,
entre 29 de Janeiro e 26 de Março. No próximo dia 30 celebrar-se-á o colóquio
“Vergílio Ferreira: Evocação, Evocações”, na Biblioteca Municipal de Gouveia.
Ainda em Gouveia, e também na Faculdade de Letras da Universidade do Porto,
decorrerá, entre os dias 19 e 21 de Maio, o colóquio internacional “Vergílio
Ferreira e o Apelo Invencível da Arte de Pensar”.
No Centro Cultural de Belém, em Lisboa, terá
início em Fevereiro o ciclo “Vergílio Ferreira e Mário Dionísio: Literatura,
pensamento e arte”, coordenado por Maria Alzira Seixo. Já a Universidade de
Évora, entre 29 de Fevereiro e 2 de Março, organizará o congresso internacional
“Vergílio Ferreira: entre o silêncio e a palavra total”, cuja programação
incluirá, no dia 1 de Março, a cerimónia de entrega do Prémio Vergílio Ferreira
2016 ao escritor açoriano João de Melo.
Texto retirado de IONLINE.PT, de 22 de Janeiro de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Novidades na Biblioteca
A Plantinha dos meus Pais
Sinopse
Sinopse
Mergulhe na leitura destas duas coletâneas, separadas por um período de dezasseis anos da vida do poeta (1853 e 1837, respetivamente), de onde foram selecionados alguns dos poemas mais expressivos e representativos da produção lírica garrettiana
.
Sinopse
O arquiteto português Afonso Domingues desenha uma complexa abóbada para o Mosteiro da Batalha, mas fica cego, em 1401, antes de a edificar… O rei D. João I contrata, então, um arquiteto irlandês, mestre Ouget, que não acreditando no projeto inicial, avança com um novo. O que acontecerá?
Sinopse
Nesta novela sentimental, Camilo Castelo Branco conta duas histórias intrinsecamente ligadas: a história de um amor clandestino que sofre um desfecho trágico com a morte de Josefa da Lage, mãe de uma bebé recém-nascida levada na corrente do rio Tâmega; e a história de sua filha, Maria Moisés, salva e acolhida por um pobre pescador. É esta dualidade - amor de perdição e amor de salvação - que o autor tão peculiarmente soube retratar, numa novela com traços românticos e realistas imersa no ambiente rural minhoto.
Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 9.º ano de escolaridade, pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de leitura.
Sinopse
Com um texto pedagógico de Manuela Ribeiro, ilustrado de forma magistral por Nídia Nair, este é um livro dirigido a crianças e educadores. Um livro para falar das famílias e de alguns problemas que elas enfrentam na actualidade, muito especialmente a infertilidade e o desejo de adopção. A ”plantinha” é aqui a metáfora da criança desejada. E quando, finalmente, a possibilidade de adoptar surge, a família exulta e exclama com um sorriso de felicidade: «– É esta! É esta a nossa plantinha!» Consta que, levando-a para casa, a nova família passou a cuidar dela com tanto amor como se tivesse nascido de uma das sementes que deitou à terra.
Sinopse
Metas Curriculares de Português – Leitura recomendada para o 8.º ano. - Descobre a história (breve) da Lua, nesta divertida peça escrita em verso, com um toque sublime de imaginação.
Mergulhe na leitura destas duas coletâneas, separadas por um período de dezasseis anos da vida do poeta (1853 e 1837, respetivamente), de onde foram selecionados alguns dos poemas mais expressivos e representativos da produção lírica garrettiana
.
Sinopse
A Pesca da Baleia e outras narrativas
Baleia! baleia!... Larga! larga!... Lá vai a arça!... Trancou a baleia! trancou a baleia!
Embarca na vida árdua dos pescadores dos Açores no início do século XX, na grandiosidade de um dos momentos mais importantes da comunidade insular - a pesca da baleia - e na beleza serena do oceano que banha as ilhas e lhes dá a vida. Deixe que Raul Brandão lhe revele as imagens; capte os sons; sinta os sabores; e inale os aromas do arquipélago.
Este livro é também recomendado para o 7.º ano de escolaridade, pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.
Sinopse
Quando o Dr. Simão Bacamarte, médico psiquiatra, homem da ciência, constrói um asilo em Itaguaí, nada faria prever os acontecimentos que lhe sucederam. "Eram furiosos, eram mansos, eram monomaníacos, era toda a família dos deserdados do espírito." Mas quem eram, afinal, os loucos? Neste conhecido conto da literatura brasileira, Machado de Assis reflete sobre a fronteira entre a sanidade e a loucura, ao mesmo tempo que constrói um retrato crítico da sociedade da época.
Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 9.º ano de escolaridade, pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.
Sinopse
O arquiteto português Afonso Domingues desenha uma complexa abóbada para o Mosteiro da Batalha, mas fica cego, em 1401, antes de a edificar… O rei D. João I contrata, então, um arquiteto irlandês, mestre Ouget, que não acreditando no projeto inicial, avança com um novo. O que acontecerá?
A história da construção desta abóbada podia ser um simples e aborrecido relato, mas é digna de um romance elaborado. Assim é este e muitos outros episódios da História de Portugal, que Alexandre Herculano tão bem soube glorificar!
Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 8.º ano de escolaridade, pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.
Sinopse
Nesta novela sentimental, Camilo Castelo Branco conta duas histórias intrinsecamente ligadas: a história de um amor clandestino que sofre um desfecho trágico com a morte de Josefa da Lage, mãe de uma bebé recém-nascida levada na corrente do rio Tâmega; e a história de sua filha, Maria Moisés, salva e acolhida por um pobre pescador. É esta dualidade - amor de perdição e amor de salvação - que o autor tão peculiarmente soube retratar, numa novela com traços românticos e realistas imersa no ambiente rural minhoto.
Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 9.º ano de escolaridade, pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de leitura.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Aniversário da morte de Fernando Pessoa
Para fruir, no aniversário da morte de Fernando Pessoa:
https://www.youtube.com/watch?v=0jjE-2FqqpM&feature=share
https://www.youtube.com/watch?v=0jjE-2FqqpM&feature=share
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
A escritora / contadora Manuela Ribeiro visita a nossa Escola
Ontem, 26 de novembro, os alunos da EB2,3 de Vila Nova de Tazem e os pequenitos da Casa do Povo e Abrigo da Sagrada Família de Lagarinhos tiveram a oportunidade de conhecer Manuela Ribeiro.
A sua capacidade de atrair a atenção dos alunos, fizeram com que os 50 minutos passassem muito depressa.
A escola agradece este momento tão enriquecedor.
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