A Biblioteca da Escola E.B 2,3 de Vila Nova de Tazem - Agrupamento de Escolas de Gouveia
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
“ A vantagem das datas assinaladas é a
de pensarmos, com especial atenção, no que não deverá ser votado ao
esquecimento. Saudemos as cantigas trovadorescas, evocando o som da cítara, as
fontes, os bosques e os mares de Vigo; recordemos o príncipe dos poetas, exaltando
o nosso orgulho épico; relembremos a reflexão mordaz de Eça – ainda tão atual –
sobre a sociedade; evoquemos Pessoa e as questões da existência em que nos
revemos.
Haveria ainda uma infindável lista de cientistas, de romancistas, de filósofos e de músicos nacionais a merecer referência. Na impossibilidade de o fazermos, fica a breve evocação, fazendo-se justiça, em pensamento, a todos os autores portugueses de hoje e de sempre.”
Haveria ainda uma infindável lista de cientistas, de romancistas, de filósofos e de músicos nacionais a merecer referência. Na impossibilidade de o fazermos, fica a breve evocação, fazendo-se justiça, em pensamento, a todos os autores portugueses de hoje e de sempre.”
In, 22 de maio: “Dia do Autor Português”
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
A Escritora Conceição Tomé visita a EB2,3 de Vila Nova de Tazem
Hoje, as duas turmas do 9ºano e os alunos que participaram no Concurso Nacional de Leitura, da Fase a Nível de Escola, tiveram o prazer de se encontrar com a escritora Conceição Tomé.
A autora explicou como surgiu a ideia para escrever o seu livro “O caderno do avô Heinrich” e os fatos históricos que são tratados ao longo da narrativa, levantando o véu da história narrada.
Parabéns à escritora, por este seu livro e pela sua companhia.
Para saberem mais, terão de ler o livro… já disponível na nossa Biblioteca.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Maria Judite de Carvalho
Entre 1949 e 1955 viveu em França e na Bélgica.
Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre
o poético e novelista, entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico,
ora ironicamente perverso), a autora permanece ainda desconhecida do grande
público.
“Maria Judite de Carvalho permanece uma
escritora de atualidade renovada, difícil de catalogar no estilo que geralmente
lhe é associado (herdeiro do existencialismo e do chamado “novo romance”), hábil
dissecadora do desespero e da solidão quotidiana na grande cidade.",
conforme referido no seu perfil na página Mulheres portuguesas do século XX.
As suas obras não pretendem dar
explicações ou ser tratados morais ou comportamentais pelo que a explicação é
substituída pela insinuação e pela sugestão, de onde decorre a opção por uma
escrita "limpa", sem excessos estilísticos, e por narrativas breves.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
O caderno do Avô Heinrich
Heinrich e Jósef conheceram-se na
Polónia, no início da Segunda Guerra Mundial.
Heinrich tinha chegado da Alemanha e sentia-se
muito só. Felizmente, depressa se tornaram o melhor amigo um do outro. Naquele
tempo, o homem que tinha subido ao poder na Alemanha resolveu que iria dominar
o mundo e perseguir todos aqueles que considerava serem de raças inferiores,
como os judeus ou os ciganos, e também todas as pessoas que lhe opusessem
resistência. Esse homem chamava-se Adolf Hitler.Fez milhões de vítimas, um
verdadeiro extermínio que ficou conhecido como o Holocausto.
Esta história, escrita com grande
sensibilidade, conta-nos como Heinrich, o rapaz alemão, e o seu amigo judeu, Jósef,
conseguiram manter a sua amizade, provando que o afeto e a solidariedade são
mais fortes que o horror da guerra e da própria morte.
A autora mostra-nos ainda como o amor
pelos livros e pela leitura, e a capacidade humana de criar e apreciar a beleza
são importantes para promover a paz entre os povos.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
25 de novembro - Data comemorativa do nascimento de Eça de Queirós
José
Maria de Eça de Queiroz ou Queirós nasceu na Póvoa de Varzim, em 25 de novembro de 1845 e faleceu em Paris, a 16 de agosto de 1900 .
É um dos mais
importantes escritores lusos. Foi
autor, entre outros romances de reconhecida
importância, de Os Maias e O crime do Padre Amaro. Este último é considerado por muitos o melhor
romance realista português do século XIX.
sábado, 16 de novembro de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Visita do escritor José Viale Moutinho no dia 10 de maio
José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945. Jornalista e escritor, tem várias obras editadas, algumas delas traduzidas nas mais diversas línguas, como o russo, búlgaro, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego. Estreou-se em 1968 com a novela Natureza Morta Iluminada.
Foi director da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Círculo de Cultura Teatral e presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. É sócio do Pen Clube Português, da Academia de Letras de Campos de Jordão (Brasil) e membro honorário da Real Academia Galega.
Autor de cerca de meia centena de livros para crianças, bem como de trabalhos nas áreas de investigação de Literatura Popular, da Guerra Civil de Espanha e da deportação espanhola nos campos de concentração nazis, bem como de estudos sobre Camilo e Trindade Coelho. Ficcionista e poeta, recebeu, entre outros: Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco/ APE, Prémio Edmundo de Bettencourt de Conto e de Poesia, Prémios de Reportagem Kopke, Norberto Lopes/Casa da Imprensa de Lisboa e El Adelanto (Salamanca); Pedrón de Honra (Santiago de Compostela). Traduções em castelhano, galego, catalão, italiano, alemão, russo, esloveno, búlgaro,asturiano, entre outros idiomas.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Sessão com Alexandre Honrado
No âmbito da atividade Um Escritor na Escola,
prevista no Plano de Atividades das bibliotecas do Agrupamento, a Biblioteca
Municipal convidou Alexandre Honrado para um encontro com os alunos do 2.º
ciclo do Agrupamento. Uma das sessões
teve lugar hoje, dia 7 de março no auditório da escola EB2,3 de Vila
Nova de Tazem, às 14h30 .
Embora o encontro se dirigisse especialmente aos alunos do 5.º e
6.º anos, o convite estendeu-se a outros
alunos da comunidade educativa.
Foram momentos preciosos! Os alunos haviam
pesquisado sobre a vida e obra do autor, tendo-lhe colocado perguntas variadas
e pertinentes, que serviram de mote para o escritor viajar pelas suas memórias
e as partilhar com a plateia; conseguiu transmitir aos alunos a dinâmica e
força que existem nas palavras, a magia e peso que adquirem na
"casa", chamada livro.
Alexandre Honrado
BIOGRAFIA
Alexandre Honrado nasceu num dia feriado, 1 de novembro de
1960,em Lisboa.
Muito jovem ainda, começou a escrever e a publicar
textos em jornais, guardando o Diário Popular como a mais forte referência.
O seu
livro de estreia, "Castelinhos no Ar",
resultou da participação num
programa de rádio, e as suas primeiras aventuras de escrita foram peças de
Teatro, levadas à cena nas escolas onde estudou.
Tornou-se jornalista; mais tarde professor. Hoje é as duas coisas.
Na RTP participou
na
preparação de diversos programas, entre os quais "Rua Sésamo"
- um dos que lhe deram mais prazer - e "Crianças S.O.S.".
Ocupa lugar destacado numa nova geração de escritores portugueses de
literatura para crianças e jovens - com
mais
de trinta títulos de sua autoria,
alguns premiados.
Diz-se que gosta de pássaros livres, de olhos bonitos, de ler - e sobretudo de
viver. É bem-disposto, tem
sentido de humor e um jeito muito especial
de falar com os jovens.
Bibliografia
-O Filho do Trovão,
Edinter, Porto, Março de 1991;
-O Vizinho Misterioso, Verbo,
Lisboa, Maio de 1991 - Menção
Honrosa no Concurso Verbo/Semanário;
-O maior dos Mistérios, Âmbar,
Porto, 1994;
-Uma chuvada na Careca, Âmbar,
Porto, 1989 (atualmente na 4ª edição);
-História dentro de uma garrafa,
Gradiva, Lisboa, Fevereiro 2000 (2ª edição);
-Prémio de Literatura Infanto-Juvenil comemorativo
dos 60 anos da Maternidade Alfredo da Costa;
-Sentados no Silêncio, Âmbar,
Porto, Setembro de 2000;
-O amor contado aos jovens e aos Outros Terramar,
Lisboa, Junho 2000;
-A minha vida não é nada disto,
Terramar, Lisboa, Novembro 1997;
-Querem roubar o sol;
-Alves dos Reis- Uma Burla à Portuguesa,
Edições Asa;
-Os Venturosos,
Círculo de Leitores, Lisboa, 2000;
-Histórias que apanharam bicham,
Terramar, Lisboa, Março 2001;
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Nova Iorque: ciclo de homenagem a José Saramago
Num ano em que se comemoraram os 90 anos de José Saramago, a 2ª edição da
Saramago's Week in NY (Semana José Saramago em Nova Iorque) contou com a presença da viúva do escritor,
Pilar del Río.
Em declarações
à Lusa, Ana Miranda, diretora e fundadora do Arte Institute, organização que promoveu
este evento, explicou este ciclo como tendo sido uma semana eclética e multidisciplinar, com
ações em diferentes áreas: literatura, dramaturgia, cinema, música e fotografia.
Para iniciar a
montra dedicada ao escritor português, foi exibido o filme José & Pilar, do realizador Miguel Gonçalves Mendes bem como o visionamento
de filmes com uma triagem de
curtas-metragens portuguesas e espanholas.
Nos restantes
dias, a programação continuou com inúmeras atividades entre as quais, uma
conferência com a presença da mulher do autor e Jorge Vaz de Carvalho,
professor da Universidade de Lisboa, uma
sessão de leitura de textos de Saramago, com os mesmos intervenientes e atrizes
portuguesas convidadas.
Para além
disso houve uma exposição fotográfica, intitulada José Saramago in Lanzarote, de João Francisco Vilhena, acompanhada
por um concerto de jazz.
A 2ª edição da
Semana de José Saramago em Nova Iorque é uma ação promovida pelo Arte
Institute, instituição que divulga a arte contemporânea portuguesa a nível
mundial, e a Fundação José Saramago.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Vitor Hugo Mãe
O romancista Valter Hugo Mãe é o grande vencedor da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, que foi anunciado em S. Paulo, nesta segunda-feira à noite.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Poema da Malta das Naus
terça-feira, 9 de outubro de 2012
" Esta história, tocante e realista, retrata a vida de Joana, uma
adolescente que perdeu a melhor amiga (Marta) por overdose. Sentindo a sua
falta, Joana começa a escrever-lhe cartas a contar-lhe o seu dia-a-dia,
usando-as como uma espécie de diário, que lhe dá uma sensação de proximidade de
Marta, que conhecia desde criança e com quem sempre teve segredos e
cumplicidade. Joana, numa espécie de tentativa
de mudar, pinta o quarto de branco, pendurando um baloiço em forma de lua, à
qual muda a posição conforme o seu humor. Sentindo-se incompreendida pela
família( a mãe que passa horas na loja onde trabalha, o irmão difícil, o pai
ausente)e pelos colegas, comete alguns erros e algumas mudanças, acabando por
se apaixonar pelo irmão da defunta amiga e envolvendo-se com ele.
No livro, aparecem as cartas, do
retrato da vida desta adolescente só, que conforme vai entrando em decadência,
vai alterando o branco do quarto, tornando-se mais colorido (mas não de uma
forma boa).
Termina com o pai dela, a acabar de ler aqueles
"relatos", sentindo-se impotente por não ter estado lá para ela, por
não ter percebido nada...e por não ter conseguido evitar que, tal como Marta,
Joana morresse por overdose. "
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Antero de Quental - 170º aniversário
Evolução
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testaNo limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
Antero de Quental, in "Sonetos"
terça-feira, 13 de março de 2012
Ana Maria Magalhães
No dia seis de março, no Auditório da EB2,3 de Vila Nova de Tazem, realizou-se um encontro com a escritora Ana Maria Magalhães para os alunos do 4º, 5º e 6ºanos, docentes acompanhantes e elementos da equipa da Biblioteca escolar.
A sessão foi animada com perguntas, pré-elaboradas nas aulas de Língua Portuguesa, e respostas da escritora com exemplos de passagens de algumas obras da coleção “Uma aventura”.
Os presentes ficaram a saber que os locais dos livros existem na realidade e que são sempre visitados pela autora presente e por Isabel Alçada, para melhor descreverem os espaços das peripécias das suas obras, à exceção de Uma aventura na Antártida. As personagens principais são reais e eram discentes da escola onde ambas lecionavam há trinta anos.
É neste ano, 2012 que as escritoras celebram 30 anos de carreira e para comemorar esta data será editado o livro Uma Aventura no Sítio Errado, o qual foi dado a conhecer pela primeira vez na nossa escola e deixado juntamente com o livro Uma Aventura no Tempo dos Castelos para ser sorteado pelos discentes presentes. Os contemplados foram uma aluna do 4º ano e outra do 6º ano.
segunda-feira, 5 de março de 2012
A escritora visita a EB2,3 de Vila Nova de Tazem
Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa no dia 14 de Abril de 1946. Licenciada em filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal em Moçambique
É uma escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil. Esta escritora destacou-se pelos livros da colecção Uma aventura, destinados a jovens, os quais tiveram grande sucesso. Estes livros foram escritos em conjunto com a escritora Isabel Alçada. Conheceu Isabel Alçada em 1976, na escola Fernando Pessoa em Lisboa. Em 1982 escreveram o seu primeiro livro: “Uma aventura na cidade”. Não foi fácil arranjar editora. Só a editorial Caminho quis apostar na edição do livro. É co-autora de várias colecções e livros didácticos.
A serie “ Uma aventura” tem 51 livros publicados.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen, poetisa e contista, nasceu no Porto em 1919, onde viveu até aos 10 anos, altura em que se mudou para Lisboa. Durante toda a sua infância e juventude teve uma educação católica e um ambiente familiar e cultural que influenciou o desenvolvimento da sua personalidade e as suas criações literárias. Frequentou o curso de Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa, que não chegou a concluir. É uma das poetisas e escritoras de livros para crianças mais importantes do país. Reflectindo a sua obra o ambiente da sua infância, as suas vivências e os locais por onde passou, principalmente os livros para crianças, onde está presente a Natureza e as relações dos homens com a mesma. Tem uma obra muito vasta, destacando-se entre outras, as seguintes obras da autora:
-Poesia, 1944;
-Dia do Mar, 1947;
-Oral, 1950;
-No Tempo Dividido, 1954;
- A Fada Oriana, 1958;
-Mar Novo, 1958;
- A Menina do Mar , 1958;
-Livro Sexto, 1962;
-O Rapaz de Bronze, 1965;
-O Cavaleiro da Dinamarca, 1964; (clique para ler)
-Poesia, 1944;
-Dia do Mar, 1947;
-Oral, 1950;
-No Tempo Dividido, 1954;
- A Fada Oriana, 1958;
-Mar Novo, 1958;
- A Menina do Mar , 1958;
-Livro Sexto, 1962;
-O Rapaz de Bronze, 1965;
-O Cavaleiro da Dinamarca, 1964; (clique para ler)
sábado, 17 de dezembro de 2011
Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós nasceu em novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi batizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, e de Carolina Augusta Pereira d'Eça. O pai de Eça de Queirós, magistrado e par do reino, convivia regularmente com Camilo Castelo Branco, quando este vinha à Póvoa para se divertir no Largo do Café Chinês.
Eça de Queirós foi batizado como «filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queirós e de Mãe incógnita» [carece de fontes?], fórmula comum [carece de fontes?] que traduzia a solução usada em casos similares nos registos de batismo quando a mãe pertencia a estratos sociais elevados.
Uma das teses para tentar justificar o facto dos pais do escritor não se terem casado antes do nascimento deste sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eça não teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça. De fato, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os pais de Eça de Queirós, quando o menino tinha quase quatro anos.
Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito. Além do escritor, os pais teriam mais seis filhos.
O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra e ainda escritor e poeta. Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados a avulso na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos em livro, publicado postumamente com o título Prosas Bárbaras.
Em 1866, Eça de Queirós terminou a Licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra e passou a viver em Lisboa, exercendo a advocacia e o jornalismo. Foi diretor do periódico O Distrito de Évora. Porém continuaria a colaborar esporadicamente em jornais e revistas ocasionalmente durante toda a vida. Mais tarde fundaria a Revista de Portugal
Em 1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1870 ingressou na Administração Pública, sendo nomeado administrador do Concelho de Leiria. Foi enquanto permaneceu nesta cidade, que Eça de Queirós escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875.
Tendo ingressado na carreira diplomática, em 1873 foi nomeado cônsul de Portugal em Havana. Os anos mais produtivos de sua carreira literária foram passados em Inglaterra, entre 1874 e 1878, durante os quais exerceu o cargo em Newcastle e Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, como A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Manteve a sua actividade jornalística, publicando esporadicamente no Diário de Notícias, em Lisboa, a rubrica «Cartas de Inglaterra». Mais tarde, em 1888 seria nomeado cônsul em Paris.
O seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza da sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.
Morreu em 16 de Agosto de 1900 na sua casa de Neuilly, perto de Paris. Teve funeral de Estado. Está sepultado em Santa Cruz do Douro.
Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra. Os seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.
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